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7 Lições Valiosas para sua Saúde Financeira!


 Organize suas finanças
“A principal diferença entre um tolo e um sábio é que o sábio aprende com os erros enquanto o tolo nunca aprende.” - Philip Fisher

Nesta primeira lição, vou ensinar caminhos básicos para que você consiga mudar esse cenário – e começar a sua revolução financeira. Ninguém consegue ter saúde financeira – o que significa ser bem-sucedido do ponto de vista das finanças pessoais – sem antes estar com as contas em dia.
Você precisa saber tudo o que ganha e também tudo o que gasta mês a mês. Parece simples? Mas não é. Grande parte impulsionado pelo desemprego no país, 59 milhões de brasileiros começaram 2016 com as contas em atraso, conforme apontou a Serasa Experian.

Isso significa que o endividamento chegou ao seu maior nível desde 2012, quando a série passou a ser contabilizada. Portanto, começo com a seguinte recomendação: elimine suas dívidas. Mas lembre-se de que nem todas as dívidas são ruins para você.
Em Finanças, dizemos que existe diferença entre dívida boa e dívida ruim. Dívida boa é sustentável. Logo, é aquela que gera dinheiro e faz aumentar o patrimônio líquido ao longo do tempo.

O financiamento imobiliário (para a aquisição de um patrimônio), o financiamento estudantil (a educação é um ativo que gerará renda no futuro) e o empréstimo (capital de giro para expandir uma empresa, aumentar o patrimônio e gerar mais renda) são alguns exemplos.
Dívida ruim está relacionada ao consumo de bens ou objetos que se depreciam ao longo do tempo. É o tipo de dívida que reduz o patrimônio líquido e o fluxo de caixa.

As dívidas ruins podem levar você à inadimplência. São exemplos que prejudicam seriamente a vida financeira: o empréstimo pessoal para a comprar de bens de consumo, as dívidas do cartão de crédito e o financiamento para a compra de um automóvel.

O que você precisa fundamentalmente entender: se contrai dívidas sem necessidade, compromete o seu orçamento pessoal ou familiar e isso pode trazer danos irreparáveis para a sua estabilidade financeira.
O segredo está em subverter a lógica do endividamento. Para isso, quero apresentar 5 passos de finanças pessoais que vão colocar você no trilho da prosperidade financeira.

1) Gaste menos do que ganha
Independente de sua renda – se grande ou pequena –, a dica é não gastar tudo que você ganha. Lembre-se que essa é a regra número #1 das pessoas ricas.
Esse é o começo de tudo. É aqui que você dá o primeiro passo em direção a realização de seus sonhos e a conquista de maior liberdade financeira.
Pense assim: Se você ganha R$ 1 mil por mês e gasta R$ 900,00, você está em melhor situação que alguém que ganha R$ 100 mil por mês e gasta R$ 120 mil.

2) Aprenda a poupar o seu dinheiro
Poupar é adiar o consumo atual visando um consumo maior no futuro. É a parcela da renda que alguém não gasta no período em que a recebe e, por consequência, reserva para ser usada em um momento futuro.
Seria como se você deixasse de comprar a bicicleta hoje para adquirir uma moto no futuro. As pessoas se motivam a poupar por 2 motivos básicos:
Consumir mais no futuro, que pode ser breve ou longo;
Enfrentar o declínio que a natureza impõe à capacidade produtiva. Essa é a ideia da aposentadoria. Logo, gasta-se menos do que se ganha para acumular reservas a serem utilizadas no futuro.

Lembra da história da cigarra que passou todo o verão cantando e se divertindo enquanto a formiga trabalhava acumulando provisões para enfrentar o inverno? Na história, a cigarra termina desamparada e com frio. Tenho certeza que você vai preferir ser a formiga em sua vida...

3) Evite gastos supérfluos
No filme Clube da Luta (1999), há uma frase que me marcou muito e que aqui reproduzo: “Trabalhamos para comprar coisas que não precisamos.”

Isso não pode ser mais verdade. Quanto mais o tempo passa, mais eu me impressiono com o fato da grande maioria das pessoas gastar dinheiro com coisas desnecessárias.
Isso acontece porque as pessoas confundem desejo com necessidade. Portanto, a ideia aqui é: sempre que se deparar com uma situação de consumo, reflita se realmente precisa daquele produto ou serviço.
Quanto enfrento uma situação dessas, evito consumir no calor da hora. Deixo para tomar a decisão no dia seguinte. Assim, durmo primeiro e penso melhor na compra depois. Parece mágica, mas funciona.

4) Economize de 10% a 20% de sua renda mensal
Depois de pensar e reconfigurar como você gasta o seu dinheiro, é o momento de economizar. Uma boa maneira de fazer isso é separando todo começo do mês entre 10% e 20% de sua renda mensal.
Parece difícil? Então, comece pequeno. Economize nos primeiros três meses 5% de sua renda. No segundo trimestre, dobre para 10%. Depois, 15%, e chegue a 20% ao final de um ano. Aos poucos, você verá seu patrimônio aumentar e, com ele, também sua segurança financeira. É recompensador, eu garanto.

5) Anote os seus gastos
Até aqui, você já deve ter se dado conta de que é difícil atingir a liberdade financeira sem saber para onde está indo o seu dinheiro. Pode parecer complicado, mas a prática de tomar nota diariamente de cada gasto é de extrema importância para que você consiga se organizar financeiramente.

Há algumas ferramentas para tornar esse hábito mais acessível a todo mundo. A alternativa tradicional é usar uma planilha de controle financeiro. Agora, minha preferência entre todos os mecanismos de anotação é o app criado pela startup brasileira GuiaBolso. O aplicativo é 100% gratuito e funciona perfeitamente com o estilo de vida de nosso tempo.

O app sincroniza a sua conta corrente ou poupança e cartões de crédito. Com isso, você pode acompanhar todas as transações bancárias no smartphone - e inclusive em uma versão desenhada para a web.
O GuiaBolso permite criar categorias de compras, descrever transações, incluir hashtags, etc. Outra grande vantagem: é possível fazer o planejamento dos gastos mensais. Ao criar metas, você pode avaliar se elas estão sendo cumpridas.

Na próxima lição, ajudarei você a pensar em quais são os seus objetivos financeiros.
Pense: economizar só existe com um propósito.
E esse propósito precisa ser perseguido por você.

Defina seus objetivos

“Dinheiro é resultado. Riqueza é resultado. Saúde é resultado. Doença é resultado. O seu peso é resultado. Vivemos num mundo de causa e efeito. A falta de dinheiro é o efeito. Mas onde está a causa? Ela se resume ao seguinte: a única maneira de mudar o seu mundo ‘exterior’ é modificar o seu mundo ‘interior’.”
T. Harv Eker

Pense: economizar vale a pena quando existe um propósito.

E esse propósito precisa estar de acordo com os seus desejos pessoais para o curto, o médio e o longo prazo. Nesta lição, ajudarei você a organizar os seus objetivos financeiros para que possa realizar os seus sonhos.
Você pode estar agora mesmo dizendo: eu não sei onde gostaria de chegar economizando o meu dinheiro. Isso é normal. Por experiência própria, asseguro que é assim mesmo.

Definir objetivos costuma ser confuso para a maioria das pessoas porque exige pensar nas metas que você tem na vida e em quais são as suas prioridades. A estratégia da organização financeira passa por saber para onde você está indo.
Vamos então começar de uma maneira simples e seguindo 2 passos básicos:
A melhor forma de definir uma meta é ver exemplos de objetivos financeiros. Exemplo: comprar um carro.

O objetivo financeiro precisa ser claro e bem definido para que você possa visualizar um prazo para a sua realização. Exemplo: comprar um carro em três anos.

Para ter clareza e definição, você deve avaliar qual é o seu momento financeiro. Se estiver endividado, não tenho a menor dúvida de que sair da crise é o seu primeiríssimo objetivo!

Se recém conseguiu pagar essa dívida e começou a fazer uma pequena poupança, você já viu que é possível investir com pouco dinheiro começando do absoluto zero a fim de conquistar o seu objetivo financeiro.
O que precisa definir agora é: o que gostaria de fazer com esse dinheiro. Poderia comprar uma bicicleta. Esse é um exemplo de objetivo concreto e realista.

Veja alguns exemplos de objetivos financeiros:

Comprar a casa dos sonhos.
Adquirir um automóvel que vai atender as suas necessidades de transporte.
Montar uma reserva financeira para ter dinheiro guardado para uma eventualidade.
Economizar para a sua aposentadoria e, assim, garantir um patrimônio suficiente para arcar com o seu padrão de vida quando parar de trabalhar.

Ter dinheiro para viajar com toda a família uma vez por ano.

Escreva quais são os seus objetivos em um papel - ou mesmo no bloco de notas de seu smartphone. Visualizar as metas financeiras ajuda você a entender qual é o destino de suas economias.

Perceba que todos os objetivos financeiros são pessoais. Cada pessoa terá um propósito diferente. Portanto, não importa o que você definiu como objetivo, mas sim que você tenha definido alguma meta.

Comece pequeno: defina 3 objetivos - um para o curto, um para o médio e outro para o longo prazo.
Qual será realizado primeiro? Não existe unanimidade na exata definição dos prazos, mas considere 1 ano para o curto, de 1 a 5 anos para o médio e a partir de 5 anos para o longo prazo.

Na próxima lição, você descobrirá o seu perfil como investidor.
Sabe quem é investidor? É aquele que faz o dinheiro trabalhar por ele. Esse é o segredo das pessoas ricas! E você também vai aprender a fazer
o mesmo!

Descubra o seu perfil de investidor
“Eu sou o mestre do meu destino, eu sou capitão da minha alma.”
William Henley

Antecipei na lição anterior que o investidor é aquele que faz o dinheiro trabalhar por ele. É uma definição um tanto abstrata. Sendo assim, merece uma explicação mais detalhada.
Gosto muito de como Robert T. Kiyosaki apresenta no livro Independência Financeira – O Guia do Pai Rico as 4 formas pelas quais se gera renda.
É o conceito do Quadrante de Fluxo de Caixa. Cada quadrante situa como você gera a sua renda - e também onde poderia estar se o seu objetivo é alcançar a sonhada independência financeira.

Todo investidor tem um perfil psicológico bastante específico. Há muitas maneiras de definir o perfil de uma pessoa como investidor, mas a grande maioria das instituições fala em 3 tipos: o conservador, o moderado e o agressivo. Para conhecer o seu perfil de risco, analise quais são as suas características psicológicas e seu objetivos financeiros.

CONSERVADOR
Privilegia a segurança
Está próximo da aposentadoria
Pretende usar o dinheiro que guardou no curto ou no médio prazo
Prefere ganhar pouco a perder dinheiro
Quer ter o dinheiro sempre a mão
Não tem familiaridade com finanças e tributos

MODERADO
Busca equilíbrio entre segurança e rentabilidade
Está longe da aposentadoria
Pretende usar o dinheiro guardado de médio para longo prazo
Aceita correr determinados riscos para elevar os ganhos
Consegue separar quantias para emergências, consumo e planejar a aposentadoria
Tem familiaridade com finanças e tributos

ARROJADO
Privilegia a rentabilidade
Está no início da carreira, mas com certa estabilidade profissional
Não precisa do dinheiro guardo ou pretende usá-lo no longo prazo
Corre maiores riscos para que seu investimento renda o máximo possível
Tem recursos suficientes para diversificar investimentos para objetivos distintos
Atua no setor financeiro, conhece as regras e tem familiaridade com custos e tributos.


Classificar o investidor entre os 3 tipos considera sobretudo a tolerância de uma pessoa ao risco. Pense assim: se você é alguém que “não tem estômago” para ver os seus investimentos caírem 20% em 1 mês, você certamente não tem disposição para ser um investidor agressivo.

Essa classificação não leva em consideração o conhecimento e a experiência do investidor. Essas são conquistas possíveis graças à educação financeira. Pense assim: andar de avião com um piloto novato e inexperiente é uma atividade de alto risco, mas o mesmo não acontece quando se viaja com um piloto profissional e experiente. E estarmos falando de um meio de transporte sofisticado e complexo.

Conhecer melhor o seu perfil de investidor e o mercado financeiro ajuda você a tomar uma decisão mais acertada e coerente com o seu estilo de lidar com o seu dinheiro. Logo, quanto mais conhecimento e experiência, melhor resultado poderá alcançar em seus investimentos.

Conheça os tipos de investimentos

“Regra nº 1 para os investimentos: Nunca perder dinheiro.
Regra nº 2 para os investimentos: Nunca esquecer da regra nº 1.”
Warren Buffett

Você reparou até aqui que a educação financeira tem como uma de suas principais regras fazer o seu dinheiro render mais todo mês. Isso vale se você busca realizar um sonho (objetivo financeiro), ter uma reserva financeira para o caso de uma emergência (desemprego, doença) ou mesmo garantir um futuro melhor para a sua aposentadoria.

O mercado financeiro oferece diversos tipos de investimentos para que você consiga fazer o seu dinheiro crescer mês a mês. Tenha o investidor um perfil conservador, moderado ou agressivo - como vimos na lição passada -, é uma característica comum a todos eles jamais deixar dinheiro parado na conta corrente. Só assim se aproveitam os juros que um investimento oferece, não é mesmo?
De modo geral, os investimentos no mercado financeiro são classificados em renda fixa e renda variável.

Esta é uma classificação simplificada que facilita o nosso entendimento. Você vai conhecer agora como cada um deles funciona e qual melhor combina com o seu perfil de investidor.

RENDA FIXA
A renda fixa tem como principal característica o fato da remuneração ser previamente definida no momento da aplicação. Pense da seguinte maneira: quando você investe o seu dinheiro em um título de renda fixa, o que faz na prática é emprestar o valor investido para aquele que emitiu o título - que, no caso, pode ser o governo ou uma empresa privada.

Depois de emprestar dinheiro ao emissor do título por um certo período, você receberá em troca o valor aplicado - que é chamado de “principal” - e mais os juros pagos como forma de remuneração. É assim que você faz o seu patrimônio financeiro aumentar.

Os tipos mais populares de renda fixa são: caderneta de poupança, títulos públicos federais, fundos DI, fundos de renda fixa, CDBs e debêntures. Tenha em mente: a rentabilidade desse tipo de investimento costuma ser mais baixa do que as alternativas de renda variável. Em contrapartida, o risco de perder dinheiro também é menor.

DICA
A modalidade mais atraente para quem começa do zero são os títulos públicos do tesouro direto. Esse é um investimento simples, que exige um investimento inicial com pouco dinheiro e tem uma ótima rentabilidade.

RENDA VARIÁVEL
A renda variável tem como característica central o fato do investidor desconhecer no momento da aplicação qual rentabilidade vai conseguir no futuro.
Aqui entra a percepção e o conhecimento do investidor: se a escolha for feita com critério, o que exige uma boa avaliação, e se o investimento for diversificado (você aprenderá mais sobre o assunto na próxima lição), a aplicação em renda variável pode proporcionar ao investidor um retorno maior do que o obtido em aplicações de renda fixa.

O mercado de renda variável é caracterizado principalmente pelas ações, que são muito voláteis no curto prazo. Por isso, é maior o risco de perda de capital na renda variável do que na renda fixa.

Isso porque o mercado de ações oscila muito para cima e muito para baixo em um curto período de tempo. O investidor experiente sabe que os investimentos em renda variável são recomendados para prazos mais longos e para quem é tolerante às variações de preço das ações, como os investidores de perfil agressivo.

Mas o que é uma ação? Ela representa uma pequena parcela de uma determinada empresa. Quando um investidor compra uma ação na Bolsa de Valores, ele se torna sócio da companhia - mesmo que em proporção minoritária em relação ao sócio que controla o negócio, que é chamado de majoritário.

As ações costumam acompanhar o desempenho da empresa. Assim, se ela tiver bom desempenho, o valor da ação tende a subir. Se ir mal, o valor cai.

DICA
Os maiores retornos no mercado financeiro são obtidos por aqueles que sabem como selecionar as melhores ações e investem individualmente.

INVESTIMENTO DIRETO OU INDIRETO
Uma característica comum tanto para os títulos de renda fixa, como para os de renda variável, é que você pode investir de forma direta ou indireta.
A forma direta é quando o investidor individualmente compra o título - ou ação - que deseja. Quando isso acontece, não paga qualquer taxa de administração à uma corretora pelo investimento.

Já o investimento indireto ocorre nos casos em que o investidor adquire cotas de um fundo que investe em títulos ou clube de investimentos.
Esses funcionam semelhante aos fundos, porém a gestão fica por conta dos cotistas. O investidor precisa de uma corretora que administre os seus investimentos. Por isso, o investidor precisa pagar uma taxa de administração para a corretora de valores.

Essas podem variar tanto na renda fixa (de 0,25% a 2% ao ano), como em fundo de ações (de 2% a 4% ao ano).

Pareceu assim tão complicado entender o que são renda fixa e renda variável? Você viu que qualquer pessoa é capaz de identificar as boas oportunidades na bolsa.

Basta um pouco de comprometimento e vontade de aprender. É assim com qualquer novo aprendizado na vida, e não seria diferente agora.
Na próxima lição, vou falar sobre como elaborar um plano de investimento. Com ele, você poderá começar a fazer o seu dinheiro render mais para você.

Elabore seu plano de investimento
“Se você fizer as coisas pela metade, você será fracassado. Nós descobrimos neste mundo que o sucesso começa pela intenção da gente e tudo se determina pelo nosso espírito.” - Napoleão Hill

Quem elabora um plano realista de investimento dá um passo fundamental para pensar nas aplicações que mais se adequam às suas metas financeiras.

Imagine que você tem um plano de voo em mãos. Para chegar ao seu destino final, você precisa definir a sua aeronave, a rota e também como e em quanto tempo realizará a travessia.

Com as suas finanças, a lógica não é diferente. Você precisa ter definidos quais são os seus objetivos financeiros e os prazos para a realização dos mesmos, conhecer qual é o seu perfil de investidor e como fará a distribuição de seu dinheiro entre em renda fixa e variável.

Por exemplo: você pode pensar em uma estratégia específica para a sua aposentadoria. Ela provavelmente vai acontecer no longo prazo - ou seja, em mais de 10 anos.

Um prazo maior permite que você pense em investir uma parte do seu dinheiro destinado para a aposentadoria em renda variável. Assim, você poderá comprar ações de empresas que registram um bom crescimento.
Aqui eu já adianto para você uma regra que descobri ao explorar minha própria vida financeira: as grandes fortunas são feitas com ações e nunca investindo apenas em renda fixa.

Recebo todos os dias mensagens de pessoas interessadas no mercado financeiro sobre o que é essencial para começar um plano de investimento. Com o passar do tempo, notei que quatro questões eram centrais.

Foi assim que cheguei nas respostas abaixo. Ressalto aqui: elas devem ser obrigatoriamente respondidas para que você também consiga montar o seu plano de investimento.

“QUANTO EU DEVO INVESTIR POR MÊS?”
Você já organizou as suas finanças pessoais e agora já pode definir o valor que vai investir regularmente todo mês.
Esse recurso pode ser R$ 100,00, R$ 500,00, R$ 1 mil, R$ 5 mil, etc. Só você pode saber qual é o valor. É muito importante que defina o quanto poderá investir mês a mês.

Para ajudar você a chegar ao número ideal, vale explicar qual é o valor mínimo para investir em renda fixa ou renda variável.
Quanto à renda fixa, é possível começar com menos de R$ 100,00 em títulos públicos, fundos e CDBs de bancos. Isso nós vimos na lição anterior.

Na minha opinião, a alternativa mais rentável, simples e fácil para quem está começando a investir em renda fixa são os títulos públicos do Tesouro Direto. Digo isso porque você pode comprar 1% do valor do título, respeitando o mínimo de R$ 30,00. É, sem dúvida, um investimento baixo.

Quanto à renda variável, não existe um valor mínimo. Esse é definido pelo preço de uma 1 ação no mercado.
Existem ações que tem cotação abaixo de R$ 5,00. Logo, a minha dica para quem via investir diretamente em ações é dispor entre R$ 1 mil e R$ 3 mil.

Por que esses valores? Porque vai depender do preço da corretagem que você vai pagar - e isso tem a ver com a corretora escolhida.
Os valores de corretagem podem variar de R$ 5,00 até R$ 20,00 por ordem executada. Na prática, quanto maior o valor investido, menor será o percentual da corretagem paga.

Falaremos sobre isso na próxima lição, mas tenha em mente agora que o custo de corretagem não pode passar de, no máximo, 0,5% do valor investido.
Uma forma de investir em ações com pouco dinheiro (R$ 100,00 por exemplo) é com fundos e clubes de investimentos.

A diferença entre o investimento direto e os fundos de ações e clubes é que, no segundo caso, alguém faz a gestão do dinheiro para você. Por isso, você paga uma taxa de administração para o gestor, que geralmente varia entre 2% e 4% ao ano.
Outra maneira de começar a investir em ações com pouco dinheiro é com as ETFs, que são fundos passivos que replicam a carteira teórica de um índice, como o Ibovespa.

Hoje, é possível começar com menos de R$ 500,00. Apesar de ser uma forma de começar com pouco recurso, você pode - e deve - migrar para ações individuais à medida que crescer sua carteira.

O investimento direto é a forma mais eficiente de fazer o seu patrimônio aumentar no longo prazo.

DICA
Se você tem pouco dinheiro hoje, invista em títulos públicos. Assim que juntar um bom volume de capital, migre para ações individuais. Elas oferecem o melhor potencial para multiplicar o seu dinheiro ao longo do tempo.

“POR QUANTO TEMPO DEVO INVESTIR O MEU DINHEIRO?”
O tempo é decisivo na hora de definir o investimento mais apropriado. A quantidade de meses ou anos em que o dinheiro ficará aplicado vai influenciar na rentabilidade - e também na tributação.
O tempo varia de investidor para investidor e de objetivo financeiro para objetivo financeiro. Ele pode ser de 6 meses, de 1 ano a 3 anos, 10 anos, 20 anos... Será você o responsável por definir esse tempo de investimento. E você fará isso de acordo com a sua meta financeira.

“QUE TIPO DE INVESTIMENTO VOU COLOCAR O MEU DINHEIRO?”
Basicamente você vai investir em renda fixa e renda variável. São essas as modalidades que existem para que você aplique o seu dinheiro.
Revise muitas vezes as explicações deste Post. Assim, você poderá entender melhor as formas de investimentos disponíveis para que o seu capital aumente com o passar dos anos.

À medida que você se aprofundar no assunto, verá que alguns investimentos parecem melhores do que outros. Procure respeitar o seu perfil de investidor antes de escolher uma aplicação financeira.

O mercado de ações é mais atrativo do que a renda fixa porque oferece a chance de uma melhor rentabilidade. Por outro lado, também possibilita maior risco de perda.

Se você não suporta as oscilações do mercado (volatilidade), o melhor que pode fazer é manter seu capital aplicado em papéis menos voláteis.
É responsabilidade de todo investidor aprender o mais cedo possível como investir em renda fixa e renda variável.

“QUAL SERÁ A ALOCAÇÃO DE ATIVOS?”
Pois bem. Alocação de ativos pode soar como uma expressão do idioma turco para você... Explicarei aqui o que significa. Por alocação de ativos, entende-se o percentual de renda fixa e o de renda variável que você vai definir em sua carteira de investimentos.

Para ficar ainda mais claro: um número X vai para a renda fixa e um número Y para a renda variável. Como X e Y podem ser qualquer número, selecionei 4 exemplos de carteiras de investimentos para ajudar você a montar a sua.

O primeiro exemplo de carteira de investimentos é recomendado para o investidor que está descobrindo o mercado financeiro.
Essa carteira pode ter 100% de capital em renda fixa - preferencialmente em títulos públicos do Tesouro Direto, como expliquei alguns parágrafos antes.

Com um plano de investimento assim, você aprenderia pouco a pouco sobre o mercado acionário. Desde que você entenda o que está fazendo, são as ações que têm o potencial real para multiplicar o seu capital ao longo do tempo.

Os outros três exemplos de carteiras de investimentos que selecionei poderiam ser divididos da seguinte maneira:

Conservador: Composto por 70% em renda fixa e 30% em renda variável.

Moderado: Composta por 50% em renda fixa e 50% em renda variável.

Agressivo: Composto por 30% em renda fixa e 70% em renda variável.

DICA
Quanto mais agressiva a carteira, mais conhecimento e experiência o investidor precisa ter e maior é o potencial de fazer o seu capital crescer.
É hora de você dar os primeiros passos para a sua independência financeira e para o caminho da riqueza!
Então, está pronto para começar a investir?

Comece a Investir
Você agora está prestes a dar os primeiros passos em sua jornada como investidor! Não é incrível? Lembro quando aconteceu comigo. Eu sentia todo o poder que é ter a chance de fazer diferente.

Meu sonho era ajudar minha família. Foi assim que mudei minha vida e hoje posso compartilhar com muita gente o que aprendi. Economizar. Investir. Uma vida melhor hoje tem o potencial de desenhar um futuro ainda melhor.
Para começar a investir, você precisa escolher uma corretora de valores. O primeiro passo é abrir uma conta numa das corretoras cadastradas na BM&F Bovespa para que possa realizar as suas aplicações financeiras - sejam elas em ações ou em títulos do tesouro.

A lista contém quase 90 desses agentes financeiros. Aqui não há mistério: a abertura da conta é parecida com abrir uma conta num banco.
Você vai precisar do RG, CPF, comprovante de residência e uma conta bancária ativa.
A dificuldade está na escolha da corretora de valores que mais se adequa ao seu perfil.
Minha experiência mostra que a maioria das corretoras oferece quase o mesmo pacote de serviços. O que é diferente são os 3 pontos elementares que listo abaixo:

1) Taxas e comissões cobradas pela corretora
Cada corretora tem uma política de administração. Logo, mudam taxas e comissões que serão cobradas de você. São duas as taxas que você terá que arcar para investir em ações com uma corretora.

1.1) Taxa de custódia
É uma mensalidade cobrada para manter o seu cadastro ativo. O valor varia de acordo com o seu pacote. Geralmente esse valor fica entre R$ 8,00 e R$ 20,00.
Há corretoras que até mesmo não cobram a mensalidade, mas isso não significa que a isenção é vantajosa para você. Você precisa analisar taxas e comissões cobradas com os outros elementos que listo aqui.

1.2) Taxa de corretagem
O valor cobrado pode ser fixo ou uma porcentagem sobre o valor total da operação. Como referência, considere a taxa de corretagem por transação em algo entre R$ 7,00 e R$ 20,00.

2) Estabilidade do home broker
Mais importante do que a isenção da taxa de administração, é a estabilidade do home broker. Você precisa estar seguro de que o sistema de compra e venda de ações da corretora escolhida é realmente confiável.

Minha dica aqui é iniciar uma conversa com a corretora sobre o assunto e principalmente com pessoas que já utilizam o sistema. Peça referência para seus amigos, colegas de trabalho e familiares.

Você deve estar seguro de que o sistema de compra e venda de ações não vai deixar você na mão quando mais precisar. Confie em mim: é melhor evitar a dor de cabeça que uma situação pode gerar.

3) Bom atendimento
Você finalmente encontrou um home broker confiável e com taxas e comissões que atendem a sua expectativa.
Ótimo, mas acredite: somente isso não basta. Chegará o dia em que vai precisar conversar com alguém de carne e osso na corretora de valores. Se o atendimento não for bom, você pode ver o seu problema sem solução e vai se sentir com certeza desamparado.

Algumas perguntas auxiliam você a encontrar a corretora de valores ideal. Quais são os canais de atendimento que ela oferece? Chat em tempo real, e-mail e telefone de fácil acesso são fundamentais.

Pequenos investidores têm fácil acesso aos profissionais da corretora? O apoio desses profissionais e a troca de conhecimento sobre o mercado acionário é sempre importante para a decisão de comprar ou vender ações.

Com a abertura da conta na corretora de valores, você precisa fazer um aporte de capital para começar a investir.
Só assim a sua jornada como investidor vai efetivamente começar. A transferência de recursos para a corretora é um processo bem simples.
De modo geral, você fará uma TED ou DOC para a conta da corretora. Assim que o dinheiro estiver disponível na conta, poderá comprar ativos - ou seja, realizar o seu investimento.

Como viu nas últimas lições, cada investidor fará as suas apostas com base em seus objetivos financeiros e no risco que aceita correr para atingi-los.
Por isso, pense e selecione quais serão os ativos nos quais pretende investir o seu capital. Se decidir por renda fixa, escolha em quais os títulos ou fundos vai aplicar o seu dinheiro.
Se parte do recurso for para a renda variável, lembre-se que deve aprender mais sobre ações. Somente assim escolherá as mais atraentes do mercado.

Sobre renda fixa, vale lembrar: já falamos sobre o investimento em títulos públicos como uma boa alternativa para o investidor iniciante.
Nem todas as corretoras possuem a possibilidade de comprar títulos públicos no home broker. Quando isso acontecer, a compra pode ser efetuada diretamente no site do Tesouro Direto.

Se você investir em ações, deverá entrar no home broker da corretora, colocar a ordem de compra digitando o código da ação, a quantidade e o preço.

Veja um exemplo: você quer 400 ações da Ambev. Cada ação está sendo negociada por R$ 19,00. Nesse caso, você insere o código ABEV3, digita 400, coloca o preço da ação R$ 19,00 e clica em confirmar compra. Concluída a operação, você aplicou R$ 7.600,00 em ações da ABEV3.

Fácil, não é? A próxima e última lição deste ebook passa por técnicas de monitoramento da carteira de investimentos que você criou.
O investidor precisa criar o hábito de acompanhar como andam as suas aplicações financeiras. As dicas que compilei a seguir vão ajudar você a atingir esse objetivo.

Monitore seus investimentos
Nesta última lição, um tema igualmente importante diz respeito às técnicas de monitoramento de sua carteira de investimentos. O hábito de acompanhar como andam as suas aplicações financeiras ajuda você a entender o sobe e desce do mercado e a tomar as melhores decisões.

Há muitas ferramentas e técnicas para todos os níveis de conhecimento. Como falei desde as primeiras linhas deste ebook, minha sugestão é: comece pequeno.

Escolha um caminho para monitorar as suas aplicações no qual você se sinta estimulado. Nem sempre será o mais fácil ou confortável, mas certamente será o que não vai tirar você da jornada pela sua independência financeira.

Pensando nisso, compilei 4 dicas que considero práticas e funcionais para auxiliar você a gerenciar os seus investimentos.

1)Reavalie periodicamente os seus investimentos
O mundo contemporâneo muda com uma velocidade nunca antes registrada na história da humanidade.
O tempo passa rápido e sentimos no nosso dia a dia. Da mesma forma, a vida pede de você decisões igualmente velozes.

Com os seus investimentos, é a mesma história. Ainda mais se você investe em ações. Por exemplo: se uma determinada empresa da construção civil tem um desempenho tímido no ano, a ação vai cair.

Se você comprou a ação por R$ 3,00 e o valor dela bateu em R$ 2,30, você estaria perdendo dinheiro se decidisse vender.
Isso quer dizer o seguinte: vale a pena reavaliar periodicamente se continuam válidas as premissas que guiaram a construção de seu plano de investimentos.

Faça uma reavaliação geral de sua carteira de investimentos mensalmente. De preferência, no início de cada mês.
Só assim é possível saber se está tudo fluindo conforme o planejado.
Se tiver ações, reavalie as aplicações a cada trimestre. É quando as empresas divulgam os seus resultados financeiros. Analise a ação que você tem e verifique se as razões para a sua aquisição continuam fazendo sentido.

2) Procure minimizar a quantidade de transações
Essa é uma dica muito válida para quem investe em ações. Comentei na lição anterior que as corretoras de valores cobram uma taxa por transação.
É a chamada taxa de corretagem. Esses custos de transação em excesso podem arruinar o retorno de sua carteira de ações. É claro que os movimentos de curto prazo do mercado são imprevisíveis. Nem eu, nem você, nem ninguém é capaz de saber com precisão razoável como vai se comportar o mercado hoje, amanhã ou na semana que vem.

Portanto, tente não se abalar com as oscilações de curto prazo. Seu investimento precisa ser baseado numa boa pesquisa, na análise dos fundamentos da empresa escolhida e no foco de longo prazo. Essa postura vai levar você a diminuir a quantidade de operações e, consequentemente, os custos por transação.

3) Faça aportes mensais
O poder do hábito de investir. Pequenas quantias aplicadas regularmente podem se transformar em grandes valores no longo prazo.
Prefira realizar o investimento no começo de cada mês. Assim você evita o risco de gastar esse dinheiro com mercadorias ou serviços que impeçam o crescimento do seu capital e, portanto, a realização de seu objetivo financeiro.
Por experiência própria, é provável que já tenha gasto o capital se deixar para investir no final do mês. Outra dica valiosa: agende transferências automáticas mensais de sua conta bancária para a de sua corretora. É uma maneira de você garantir seu investimento mensal.

4) Seja disciplinado e paciente
Nenhum império foi construído da noite para o dia”. “O apressado come cru”. Esses dois ditados da sabedoria popular brasileira são grandes aliados para o investidor que busca a independência financeira. É difícil ser disciplinado e paciente.

Se chegou até aqui, é porque organizou suas finanças, definiu seus objetivos financeiros, descobriu seu perfil de investidor, conheceu os tipos de investimentos, elaborou um plano de investimento e começou a investir. Tenho certeza de que não foi fácil.

Agora é o momento de praticar o hábito da paciência e deixar que o poder dos juros trabalhem a seu favor. Seja disciplinado e paciente.
Respeite o seu plano de investimentos. Espere atingir os seus objetivos. Com o passar do tempo, o seu comprometimento vai permitir o aumento do seu capital e você entenderá o valor dessa recompensa financeira.

Rico é quem pensa com riqueza. Lembre-se disso!

Mãos à obra, boa sorte!

Fontes:



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